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O óleo essencial de limão na prevenção do câncer

CB-17 - Amigdalina - Laetrile

Por Cris. Paixão

 

 

A Vitamina B-17 é mais um produto associado à cura e prevenção do câncer e que está no meio de uma controvérsia entre os defensores e detratores do seu uso. É bom dizer que os detratores são a favor dos tratamentos convencionais e os defensores estão entre os que entendem que os tratamentos naturais (e baratos) estão sendo ocultados da população porque não podem ser patenteados e, portanto, não dão lucro à Indústria Farmacêutica / Indústria do Câncer.

Mas vamos entender melhor.

Para muitas pessoas, amigdalina, vitamina B-17 e laetrile são a mesma coisa, mas há algumas diferenças. Vejamos:

 

Amigdalina é uma substância natural encontrada em castanhas cruas, como amêndoas e nas sementes de muitas frutas, particularmente o damasco. Também está presente em favas-de-lima, sementes de pêssego, amêndoas amargas, sementes de uva, de maçã, framboesas, amoras silvestres, morangos macadâmia e outros alimentos.


Vitamina B-17 é o nome dado a esta substância pelo Dr. Eugene Krebs Jr., o primeiro a identificar a amigdalina. Ele a chamou de “componente alimentar”, e os componentes alimentares que são naturais, não tóxicos, solúveis em água e compatíveis com o metabolismo humano – como a amigdalina – são chamados de vitaminas.


Laetrile é a forma concentrada e purificada de amigdalina desenvolvida para uso em laboratório e em tratamentos contra o câncer.

 

A Terapia com Laetrile associa a amigdalina a outros fatores, criando um tratamento poderoso que combate as células de câncer e, ao mesmo tempo, fortalece o sistema imunológico.

O Laetrile mostrou-se um dos mais eficazes e controversos tratamentos naturais do câncer.

Um pouco de história

Na década de 1970, a amigdalina foi pesquisada por dois anos pelo Dr. Kanematsu Sugiura, que há 60 anos era pesquisador do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center. Sugiura era um dos mais respeitados pesquisadores do câncer e, ironicamente, um dos fundadores da quimioterapia.

Em suas pesquisas, o pesquisador descobriu que a amigdalina era capaz de interromper a metástase para o pulmão em ratos de laboratório em mais de 77%. Ele repetiu essa pesquisa várias e várias vezes, por dois anos. Os resultados foram sempre os mesmos. Segundo o pesquisador, o Laetrile não era capaz de curar o câncer, mas era uma droga paliativa capaz de impedir que a doença se espalhasse.

Um relações públicas do Sloan-Kettering, de nome Ralph Moss, passou a acompanhar as pesquisas do Dr. Sugiura e, ao perceber o sucesso que ele vinha obtendo com os ratos, informou a seus superiores, empolgado que estava com os resultados. Moss achava que estava dando uma boa notícia e surpreendeu-se ao perceber que seus superiores tentavam abafar os resultados, afirmando que as pesquisas não estavam alcançando sucesso – apesar das evidências.

Ele percebeu que os resultados estavam sendo encobertos e que o pessoal do Sloan-Kettering estava agindo sob pressão da FDA (Food and Drug Administration) para tratar o Laetrile como charlatanice. Moss, então, decidiu deixar “vazar” as informações para que a situação viesse a público.

Em audiência pública, representantes do Sloan-Kettering negaram a eficácia da amigdalina, embora o próprio Dr. Sugiura, ao ser interrogado por repórteres, confirmasse o sucesso dos resultados.

Os estudos do Dr. Sugiura nunca foram publicados pelo Sloan-Kettering Center. Antes, o Centro publicou os resultados de outra pessoa, que afirmava ter usado o mesmo protocolo do pesquisador. Os estudos desta pessoa mostravam que não havia efeitos benéficos no uso do Laetrile. O Dr. Sugiura protestou e foi demitido (após 60 anos de trabalho dedicado à Instituição).

Todos os dados da pesquisa do Dr. Sugiura, provando o sucesso da terapia, foram publicadas no livro de Ralph Moss, The anatomy of a cover-up [A anatomia de um encobrimento]. “Os efeitos anticâncer da amigdalina foram demonstrados no México, a partir de uma pesquisa patrocinada pelo governo, e desenvolvida pelo Dr. Mario Soto De Leon, e seu uso é legal (WILLNER apud D’MONTFORD, p. 27).

O Laetrile foi proibido em território americano, mas é largamente usado nas clínicas integrativas do México.

Autoridades negam a eficácia. Pesquisas comprovam.

 

 

Qual é a ação do Laetrile no combate ao câncer?

Acredita-se que o Laetrile combata o câncer ao alvejar e matar células cancerosas, enquanto fortalece o sistema imunológico para afastar metástases. Para isso ele usa dois métodos diferentes.

O primeiro método envolve enzimas. A amigdalina é feita de glicose mais duas substâncias potencialmente tóxicas: o benzaldeído e o cianeto de hidrogênio. Antigamente se achava que o cianeto era o principal responsável pela morte da célula de câncer, mas hoje muitos pesquisadores acreditam que o principal responsável seja o benzaldeído.

As células saudáveis contêm uma enzima chamada rodanase, que protege as células pela neutralização do benzaldeído e do cianeto presentes na amigdalina, convertendo-os em compostos nutrientes úteis, incluindo o tiocianato, que é conhecido como regulador natural da pressão arterial e também está envolvido na produção de vitamina B-12.

Acontece que as células de câncer não têm a rodanase, mas, sim, uma enzima chamada beta-glucosidase, que libera o benzaldeído e o cianeto da glicose e cria um veneno que mata a célula cancerosa.

O segundo método é pelo fortalecimento do sistema imunológico.

Nosso corpo está cheio de células sanguíneas brancas. Essas células atacam e destroem qualquer coisa prejudicial ao corpo. Mas as células de câncer são recobertas por uma fina camada de proteínas com uma carga eletrostática negativa. Esta carga repele as células sanguíneas brancas. (Como o lado negativo de um ímã repele o lado negativo de outro ímã.)

O pâncreas produz enzimas que, em quantidades suficientes, podem desgastar esta camada protetora, permitindo que as células brancas ataquem o câncer. Mas se o pâncreas estiver enfraquecido ou não saudável, ou se o câncer estiver crescendo rápido demais, as enzimas não dão conta. É aí que o laetrile entra, trabalhando com as enzimas pancreáticas para combater o câncer, ao mesmo tempo em que fortalece o sistema imunológico.

Porque o laetrile reage quimicamente com a enzima de uma célula saudável (rodanese) antes de reagir com a enzima de uma célula cancerosa (beta-glucosidase) – tornando-o ineficaz contra a célula de câncer –, é preciso que se tome laetrile suficiente, por um longo período de tempo, para garantir que suas moléculas atinjam primeiro as células de câncer.

Um dos efeitos da terapia com laetrile é a produção de mais vitamina B-12 no corpo. As vitaminas C e B-12 são, em si mesmas, um tratamento contra o câncer. Por isso deve-se suplementar com elas.

O Dr. Antonio Jimenez, médico fundador do Instituto Hope4Cancer, em Cancun, México, afirma que o laetrile tem vários efeitos positivos além da ação direta contra o câncer; ele tem propriedades analgésicas e melhora o bem-estar. Segundo ele, a terapia com Laetrile é uma parte segura e produtiva em um programa de tratamento integrativo contra o câncer.

Portanto, não se deve usar o laetrile (ou a amigdalina) como tratamento único contra o câncer. Isso é muito importante.

Dosagens de B-17, amigdalina e laetrile

O laetrile é administrado via intravenosa, via oral, em cápsulas, ou por injeção intramuscular.

Em sua clínica, o Dr. Jimenez administra de 3 a 9 gramas de laetrile por dia, 6 a 7 dias por semana, dependendo do caso. O laetrile é diluído em solução salina e gotejado por 30 minutos.

A dosagem ideal em cápsulas são 500 mg meia hora antes de cada refeição e outros 500 mg à hora de dormir, num total de 2.000 mg por dia. Tomar menos que isso ou mais não será eficaz.

As injeções intramusculares, embora eficazes, são dolorosas.

Na forma de sementes de damasco, no caso de câncer, o Dr. Jimenez recomenda algo entre 20 e 40 sementes por dia. A variação depende do histórico do paciente, onde o câncer está localizado e outros fatores.

Para prevenção do câncer ou para pacientes em remissão, ele recomenda de 14 a 16 sementes por dia.

Embora todos os métodos de uso do laetrile ou amigdalina tenham seu valor, o método preferível é o intravenoso, seguido das cápsulas e depois pela ingestão de sementes de damasco.

Para melhores resultados, em sua clínica o Dr. Jimenez associa o laetrile com vitamina C e uma série de minerais, em especial o zinco e o selênio.

A amigdalina é tóxica?

O termo "tóxico" geralmente significa que a substância é venenosa quando ingerida em doses baixas. Partindo-se desta definição, laetrile não é tóxico.

Ainda assim, embora a amigdalina seja um nutriente seguro para se tomar terapeuticamente, você deve tomar precauções. Lembre-se, muita água ao mesmo tempo pode ter efeitos fatais no corpo humano. Uma ou duas xícaras de café é um prazer, mas 10 copos em um dia podem ter sérios efeitos sobre o sistema nervoso. O mesmo se pode dizer da amigdalina – em excesso, não é boa.

Felizmente, seu corpo está programado para informar quando já se chegou ao limite. Se você tiver ingerido muitas sementes de damasco ou laetrile, os principais sinais de intoxicação por cianeto incluem tonturas, visão turva e náuseas. Se algum desses sintomas ocorrer, simplesmente reduza a próxima dose.


Importante: se os sintomas continuarem ou se tornarem graves, procure ajuda médica imediatamente!

Apesar do medo que esses efeitos colaterais possam produzir, a ocorrência é extremamente rara quando a ingestão é feita com bom senso e moderação.

 

Na verdade, em mais de duas décadas de uso clínico, o Dr. Antonio Jimenez nunca viu um único paciente apresentar intoxicação por cianeto. Ele também afirma que nas doses utilizadas por profissionais qualificados, a amigdalina não é tóxica.

 

Caso Cecile Hoffman – câncer de mama

Cecile Hoffman era professora em San Diego. Em 1959, ela foi submetida a uma mastectomia radical. Os médicos disseram que tinham eliminado todo o câncer, mas estavam errados; o câncer voltou e ela foi informada de que tinha apenas alguns meses de vida.

Nesse período, seu marido, que era químico, encontrou o livro Laetrile: Control for Cancer [Laetrile: Controle do Câncer], de Greg Kittler. Ele ficou impressionado com o livro e com a ciência que o embasava. Ele aprendeu que o laetrile vem de uma substância natural chamada amigdalina, encontrada em muitas sementes, como damasco e amêndoas cruas. O Laetrile alveja e mata células de câncer e fortalece o sistema imunológico para controlar metástases.

Então o casal foi até a Fundação McNaughton, em Montreal, Canadá. Esta fundação era líder na Terapia com Laetrile para pacientes com câncer. Cecile iniciou o tratamento – e funcionou. Ela começou a se recuperar.

No entanto, quando retornaram a San Diego, descobriram que a Terapia com Laetrile não era aprovada pelo governo dos Estados Unidos. Seu médico se recusou a dar continuidade ao tratamento. Então eles começaram a procurar um médico que aceitasse.

Logo encontraram o Dr. Ernesto Contreras, um patologista e oncologista em Tijuana, México. O Dr. Contreras abriu o hospital Oasis of Hope em 1963. Em sua busca por ajudar os pacientes, ele pesquisou centenas de tratamentos, incluindo o laetrile. Hoje ele é lembrado como um pioneiro no uso da medicina integrativa para avançar as pesquisas, tratamento e controle do câncer.

“Dr Contreras concordou em me administrar o laetrile”, disse Cecile, mais tarde. Ele também prometeu, a pedido de Cecile, manter registros e compilar dados precisos para enviar à Fundação McNaughton, em Montreal.

Em março de 1964, raios X mostraram que os tumores de Cecile tinham desaparecido. A terapia Laetrile provava ser eficaz.

Cecile queria que as pessoas soubessem de seu sucesso com os tratamentos alternativos. Então fundou a Associação Internacional de Vítimas do Câncer e Amigos. Hoje a Associação é conhecida como Associação Internacional de Vencedores do Câncer e Amigos. Cecile morreu em 1969, 10 anos depois que os médicos ortodoxos lhe deram apenas meses de vida.

O que esperar do Laetrile

Muitos pacientes acreditam que o laetrile seja uma fórmula mágica. Não é! Laetrile e/ou amigdalina não devem ser usados como tratamento único. O câncer é uma doença multifatorial, provocada por uma variedade de componentes. O Laetrile/amigdalina deve fazer parte de um plano amplo e integrativo.

É importante observar que o laetrile nem sempre é o melhor tratamento em toda situação. Por exemplo, no caso de cânceres que estão se espalhando muito rapidamente, o laetrile talvez não seja forte o bastante para derrotar o câncer, mesmo que o paciente esteja num excelente protocolo alimentar à base de vegetais crus. Consulte seu médico integrativo.

 

Conclusão

Seja chamada laetrile, amigdalina ou Vitamina B-17, esta substância natural mostrou-se uma arma eficaz contra o câncer. A amigdalina é encontrada principalmente em sementes de damasco, bem como em milhares de nozes, frutas e outras fontes. Mas não sem controvérsia. Os críticos dizem que, na melhor das hipóteses, ela é ineficaz e, na pior, potencialmente tóxica. Defensores apontam para anos de resultados positivos e nenhum caso conhecido de intoxicação por cianeto.

Laetrile foi banido nos EUA, mas é administrado legalmente em várias clínicas no México, bem como na Alemanha e partes da Ásia, geralmente por via intravenosa em altas doses. Além disso, as sementes de damasco e as cápsulas de amigdalina podem ser compradas como suplemento nutricional por pessoas com câncer e outros que queiram preveni-lo. Tal como acontece com todos os tratamentos médicos, é importante conversar com seu médico ou outro profissional da saúde.

 

Referências

LAETRILE/VITAMIN B-17 Treatment. Cancer tutor. Disponível em: https://www.cancertutor.com/laetrile/. Acesso em: 12 jan. 2018.

MEROLA, E. See the leaked documents and other materials from the document “Second Opinion: Latrile at Sloan-Kettering. Movie Reviews Docs. 25 abr. 2015. Disponível em: https://moviefilmreviewsdocs.wordpress.com/2015/04/25/see-the-leaked-documents-and-other-materials-from-the-documentary-second-opinion-laetrile-at-sloan-kettering/. Acesso em: 12 jan. 2018.

MONTFORD, S. The cancer answer. Lulu.com, 2011.

 

SECOND OPINION. Direção: Eric Merola. Produção: Eric Merola / John Baratt. Elenco: Ralph Moss; Alec Pruchnicki; Melissa Moss. Mar. 2014.

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