Observação
 

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Câncer: as razões que levam o corpo a lutar por sua sobrevivência e iniciar o processo de cura

Por Dra. Simone Queiroga Brito Gonçalves

 

 

Parte 1

 

Todos discordariam unanimemente de que seria possível um veículo rodar durante todo o seu tempo de utilização sem passar por revisões periódicas de manutenção. Ou que a qualidade da água, após passar por um filtro doméstico, seria boa se suas velas não fossem limpas ou trocadas com determinada regularidade. Por que razão, então, pensa-se que pulmões, fígado e rins, os verdadeiros filtros do organismo, funcionam de forma adequada se sete toneladas de sangue passam diariamente por eles (5 litros por minuto) e nenhuma especialidade da medicina convencional prescreve um tratamento preventivo de desintoxicação? De que maneira um paciente com câncer pode iniciar um real processo de cura se desintoxicar o organismo e fortalecer o sistema imune sequer fazem parte dos protocolos convencionais? E o que prescreve um imunologista além de anti-histamínicos e fortes nebulizações, com notáveis efeitos colaterais de aumento da contratilidade e do ritmo cardíaco?

           

É lamentável que a alopatia se dedique basicamente a interromper sintomas. Mas será que esses especialistas seriam indiferentes com seus pacientes se soubessem das possibilidades de os processos alérgicos estarem associados a doenças mais graves, como o câncer? Se conhecessem o elevado potencial de cura da alimentação à base de vegetais orgânicos e crus, com sua preciosa “carga” probiótica, capaz de produzir 95% de toda a serotonina do organismo, de fortalecer o sistema imune, tratando todos os tipos de distúrbios imunológicos? E, ainda, que essa boa flora intestinal fornece os níveis necessários de vitamina B12 ao organismo? É triste que todas as especialidades da medicina ocidental desconheçam o riquíssimo leque de aplicações terapêuticas dos alimentos da natureza, sobretudo quando ingeridos crus. Nesta forma, todas as suas propriedades são mantidas, tais como: probiótica, fitoterápica, enzimática, mineralizante, alcalinizante, desintoxicante, antioxidante, anti-inflamatória, antidepressiva, antidiabetogênica, nutracêutica, anticâncer, anti-hipertensiva, sendo, inclusive, capaz de induzir à neovascularização, com a produção de novos vasos sanguíneos, principalmente, na intimidade de tecidos, anteriormente comprometidos pela má microcirculação (e nessa área, é importante lembrar que as medicações anti-hipertensivas não apresentam qualquer efeito sobre os capilares [microvasos], nos quais circulam 70% o volume sanguíneo).  Na realidade, a medicina natural, estruturada sobre a natureza, devolve ao homem todo o seu estado fisiológico normal, com potencial para curar doenças que apresentam bases comuns com o câncer e já instaladas.

 

Mas como proceder se grande parte das pessoas vive sem qualquer restrição alimentar e sequer tem a chance de ser educada para pensar nos males que causam ao próprio organismo ao fazerem escolhas erradas? Certamente, as pessoas nem desconfiam que acumulam em seu organismo alto teor de substâncias tóxicas, mesmo sem o uso de cigarro, bebidas alcoólicas (ou afins). Produtos de origem animal (incluindo leite e derivados), alimentos transgênicos e cultivados em presença de pesticidas, industrializados, xenoestrógenos, produtos de higiene pessoal e de limpeza dos ambientes etc. – tudo isso enche nosso corpo de toxinas. Diz um ensinamento Veda que só deve ter contato com a pele ou a raiz dos cabelos o que possa ser levado à boca.

 

E o que dizer dos medicamentos e da toxidez que eles geram? Um fármaco da alopatia, por definição, corresponde a uma substância estranha ao organismo (do grego, allos = diferente; pathos = sofrimento), constituindo um meio diferente, contrário à patologia desenvolvida pelo organismo e, portanto, contrário ao próprio organismo. Toda substância estranha ao organismo será metabolizada pelo fígado, mas as lesões geradas não manifestarão qualquer sinal detectável até que ocorra, em situação extrema, o rompimento das células do fígado (hepatócitos), com a liberação de enzimas (hepáticas) no sangue, em altos níveis. Apenas um tratamento preventivo específico soluciona esta questão.

 

Para compreendermos os efeitos dos agentes tóxicos de um ambiente sobre a saúde, vamos considerar o exemplo do Anacostia River (Washington, Distrito de Colúmbia), um rio extremamente poluído dos EUA, em que mais de 50% de seus peixes bagres desenvolvem tumor hepático. Caso um destes peixes fosse tratado, jamais deveria ser devolvido ao rio de origem, pois certamente apresentaria uma recidiva. De forma análoga, um paciente submetido a uma ressecção tumoral radical, pela medicina alopática contemporânea, jamais deveria sair do hospital ouvindo que, daí para frente, a vida seguiria normalmente, como antes. Não é dada a devida importância aos cuidados essenciais que devem ser tomados futuramente pelo paciente. Oncologistas e/ou cirurgiões não fazem qualquer movimento no sentido de orientar e conduzir o paciente a uma reflexão sobre as verdadeiras raízes (causas) do câncer.

 

Para o paciente, o “rio” pode ser entendido como todo o ambiente onde ele vive. Abrange, fundamentalmente, os aspectos emocionais, o estresse a que é submetido todos os dias, o local onde se encontram as fontes de contaminação por toxinas advindas da sua alimentação e de todas as características de seu estilo de vida. Entende-se por alimento, também, tudo aquilo que se respira, assiste, fala, ouve, pensa e sente. Um estresse ocasiona a síntese de adrenalina e de hormônios determinantes de movimentos de resposta para a luta ou para a fuga. O sistema imune pode ficar gravemente comprometido, visto que importantes substâncias produzidas a partir do material genético celular decrescem de forma significativa. Dentre elas, estão a Interleucina 2, que é anticancerígena, e o Interferon, de efeito antiviral. Outros aspectos de seu cotidiano, como o sedentarismo, por exemplo, determina, dentre incontáveis prejuízos à saúde, a redução da eficácia do sistema linfático no processo de eliminação de toxinas.

           

Neste contexto, o câncer propriamente dito corresponde ao limite máximo de alterações adaptativas, desenvolvidas e toleradas pelas células, em resposta à sua acidificação e intoxicação. Estes mecanismos de adaptação celular estão brevemente descritos na segunda parte deste artigo. É fundamental a sua leitura, a fim de que as pessoas adquiram, gradativamente, mais conhecimento e, consequentemente, poder e condições para alcançar a cura pessoal. Vale enfatizar, também, que os pacientes sobreviventes ao câncer, seguindo o tratamento convencional de quimioterapia, perfazem um total de 2% apenas, o que pode ser justificado por vários fatores, dentre eles, queda de imunidade, intoxicação, indução de novos eventos de carcinogênese por parte dos quimioterápicos e elevado grau de resistência da célula tronco-tumoral.

Leia a Parte 2 deste artigo aqui.

 

 

Artigo da Dra. Simone Queiroga Brito Gonçalves. Saiba mais sobre ela aqui. Contatos: simonequeirogabg@gmail.com

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