O óleo essencial de limão na prevenção do câncer

O lucrativo mercado do câncer: "uma verdade inconveniente"

 

Por Cristina Paixão Lopes

 

 

Eu me lembro de que quando era criança, lá pelos meus 10 anos de idade (hoje eu tenho 53), eu morria de medo do câncer. Eu só, não. Todo mundo. O medo era tanto que a palavra “câncer” nem mesmo era proferida. Dizia-se “Fulano está com ‘aquela doença’” ou “Sicranco está com ‘C’”.  Para vencer o medo eu raciocinava: "Quando eu for adulta 'eles' já terão descoberto a cura. Então não preciso me preocupar". Passados 40 anos, os tratamentos continuam os mesmos e não há uma cura. 

 

Ou há?

 

Antes de examinarmos essa questão, vamos lembrar o que aconteceu nesses 40 anos. Quando eu tinha 10 anos, para se fazer um interurbano era preciso ligar para uma telefonista e pedir a ligação. Então ficávamos esperando (às vezes por horas) até que a conexão fosse feita. Nos meus 20 anos não havia computadores - pelo menos não para o público geral. Somente as empresas possuíam grandes computadores. Nos meus 30 anos o celular tinha sido lançado havia pouco tempo e umas poucas pessoas usavam celulares imensos, os tijolões. A internet estava se disseminando. E de lá para cá vieram os iPhones, tablets, 3G, 4G, e trabalhamos em nossos computadores pessoais. Nem dá para mencionar o enorme desenvolvimento tecnológico nos últimos 50 anos.

 

Mas quando falamos de câncer, tudo está praticamente como naquela época. Talvez pior, porque hoje vivemos uma epidemia de câncer: um em cada dois homens e uma em cada três mulheres deve desenvolver câncer ao longo da vida. (Os motivos dessa epidemia eu vou abordar em outro texto.) O tratamento oficial do câncer ainda hoje consiste de três abordagens: a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.  Mas elas curam o câncer? Não exatamente. Após um tratamento de câncer, quando o tumor não é mais detectado, há um período de cinco anos de acompanhamento, depois do qual a pessoa é considerada uma sobrevivente do câncer e não precisa mais de acompanhamento. Mas pesquisas mostram que a grande maioria dessas pessoas não chegam vivas até 10 anos após a doença. Elas morrem seja de novos tumores (mais resistentes) ou de doenças causadas pelo tratamento contra o câncer. Naturalmente, há os que se curam definitivamente, mas os números são pequenos.

 

Segundo Bob Wright, fundador do Instituto Americano Anticâncer,  97% das pessoas tratadas com quimioterapia morrem em até 5 anos. Esta informação saiu no Journal of Oncology em 2004, mas é tão verdadeira hoje quanto no momento em que foi publicada. Portanto, ainda segundo Bob Wright,  a primeira mentira que se ouve sobre o tratamento do câncer é que a quimioterapia é a única chance de salvação. A segunda mentira é sobre a cirurgia. A cirurgia só é capaz de retirar o tumor em si, mas não elimina as células-tronco. A radioterapia pode reduzir o tumor, mas intensifica as células-tronco de células cancerosas.

 

A questão é em si mesma absurda. A quimioterapia e a radioterapia são produtos altamente tóxicos, cancerígenos e são usados para... tratar o câncer. Basta ver os funcionários que manipulam as drogas quimioterápicas e ver as roupas de proteção que são obrigados a usar: aventais, luvas, óculos - porque não podem ter contato de pele com o produto.

 

Antigamente se pensava que qualquer célula podia tornar-se cancerosa. Hoje se sabe que são as células-tronco. As células-tronco são células que podem se tornar qualquer coisa no corpo humano. Se algo destrói o DNA destas células elas se tornam “imortais”. E elas se espalham e acabam se tornando um tumor. A quimioterapia tem efeito sobre as células cancerosas, mas não sobre as células-tronco. Se a químio mata as células cancerosas, na realidade está matando as células-filhas. As células-mãe (células-tronco) continuam vivas, podendo produzir células cancerosas mais agressivas.

 

Quer dizer que tantos estudos e pesquisas sobre o câncer não conseguiram descobrir a cura? Bem... a coisa não é exatamente assim. Existem inúmeros tratamentos contra o câncer considerados “alternativos”. Eles não são divulgados porque não há interesse em que as pessoas saibam de sua existência. Mas há tratamentos “naturais” sendo ministrados em diversos lugares, porém não apenas não são divulgados, mas são combatidos. Seus pesquisadores são chamados de charlatães e processados, mesmo quando o sucesso dos tratamentos está fartamente documentado.

 

Se você nunca ouviu falar sobre isso, deve estar pensando: Mas por que iriam combater um tratamento que cura as pessoas que estão sofrendo horrivelmente desta doença? E a resposta é uma só: esses tratamentos não são lucrativos. Em sua imensa maioria são tratamentos baseados em uma dieta rigorosamente nutritiva (basicamente vegetariana e orgânica), ervas medicinais, enemas e outros procedimentos. E acontece que não se pode patentear produtos que vêm da natureza. Para se patentear um remédio contra qualquer doença é preciso que ele seja sintético. Então por que a indústria farmacêutica iria investir em algo que não lhe trouxesse dinheiro? Pior: por que deixaria que outros pesquisadores éticos oferecessem tratamentos bem-sucedidos que desviariam os pacientes dos tratamentos convencionais?

 

Infelizmente, tudo se resume a dinheiro. Observemos atentamente tudo que envolve o tratamento contra o câncer e veremos que a quantidade de dinheiro movimentado em torno da doença é IMENSA. O tratamento quimioterápico, por exemplo, é caríssimo; está na casa dos 50.000 dólares por pessoa. E há pessoas que são submetidas às três formas de tratamento: primeiro uma cirurgia, seguida de quimioterapia e depois pela radioterapia. Cada caso é um caso. E qualquer pessoa submetida a químio ou radioterapia terá efeitos colaterais, como sangramento intestinal, náuseas, danos cerebrais, neuropatias, danos nos rins (e câncer!!!). E estes efeitos colaterais, por sua vez, exigirão o uso de de um arsenal de medicamentos para combatê-los. Muito, muito dinheiro cerca o tratamento do câncer. É uma indústria verdadeiramente bilionária. E se é assim, para que curar?

 

Eu sinto muito derrubar as ilusões, mas a verdade é para ser dita. A indústria farmacêutica domina o setor, ganha muito dinheiro e não está disposta a reduzir seu lucro bilionário, mesmo que o custo disso seja a morte e o sofrimento de muita gente – homens, mulheres e crianças.

 

Deixe-me contar uma historinha que talvez você não saiba. Nos Estados Unidos, no início do século XX,  dois grupos poderosos, os Carnegie e os Rockfeller, decidiram mudar os rumos da medicina. Naquele tempo, as universidades ensinavam homeopatia, medicina natural. Alunos tinham acesso a informações sobre nutrição e a ordem era basicamente educar os pacientes para que eles se curassem ou não adoecessem. Estas duas fundações decidiram, então, modificar todo o processo e monopolizar o ensino de modo a lucrar com ele. O que esses grupos fizeram foi doar imensas quantias de dinheiro às universidades (o que era interessante inclusive porque lhes permitia deduzir dos impostos). E quando uma instituição recebe quantias vultosas de dinheiro, elas ficam meio que “comprometidas”, porque senão a fonte pode secar. Então estes dois grupos “sugeriram” às universidades que em troca das doações eles gostariam de ter uma pessoa - um representante - no Conselho Diretor das instituições de modo que eles tivessem a certeza de que suas doações estavam sendo bem utilizadas. Com estes representantes dentro dos Conselhos, ficou fácil interferir nos currículos. E os professores foram orientados a ensinar os alunos basicamente a receitar medicamentos.

 

Voltando rapidamente para o Brasil e os nossos dias, pense em quantas vezes você entrou em um consultório médico e saiu de lá com orientações sobre como se alimentar e tratar de quaisquer problemas sem levar junto uma receita de dois ou três remédios?

 

Retornando às fundações, elas conseguiram mudar toda a ênfase das escolas de medicina. Com o tempo, médicos naturalistas e herboristas foram expulsos do mercado. Médicos eram agraciados com viagens, jantares caríssimos e todo tipo de presentes. Bom, não é preciso que eu me estenda muito. Depois de tudo isso, a indústria farmacêutica disparou, tornando-se um verdadeiro monopólio.

A doença, portanto, é extremamente lucrativa.

 

Mas há tratamentos sendo desenvolvidos em várias partes do mundo. No México, tem-se a Clínica Gerson (que para lá foi depois de ferozmente perseguida nos Estados Unidos). Nos Estados Unidos, o Dr. Burzinski desenvolveu um método de tratamento que tem alcançado uma enorme margem de sucesso - e ele já foi processado inúmeras vezes (Assista ao filme Burzinski, o filme: a doença é um grande negócio). Sua clínica e seus relatórios médicos inclusive chegaram a ser destruídos. No Canadá, a enfermeira Caisse usou ervas segundo as orientações de indígenas e conseguiu curar milhares de pacientes com câncer, alguns já desenganados - e de graça. Ela foi obrigada a parar de atender por pressões intensas. Mas sua fórmula, denominada Essiac, ainda hoje é comercializada (inclusive vendida pela internet). (Assista As curas proibidas do câncer).

 

Soren Kierkgaard

Enfim, a cura existe, mas nem sempre está associada aos métodos tradicionais.

 

Eu sei que a verdade dói e a tendência das pessoas é duvidar do que foge ao tradicional. Portanto eu fecho este texto com uma frase de Soren Kierkgaard: “Existem duas maneiras de uma pessoa ser enganada. Uma é acreditando numa mentira; a outra é se recusando a acreditar na verdade”.

 

Fontes:

HAZELL, Sarah. Mustard gas – from the Great War to frontline chemotherapy. Cancer Research UK. 2014. Disponível em: http://scienceblog.cancerresearchuk.org/2014/08/27/mustard-gas-from-the-great-war-to-frontline-chemotherapy/. Acesso em: 17 nov. 2015.

 

BULAS MED. Tamoxifeno. s.d. Disponível em: http://www.bulas.med.br/bula/6926/tamoxifeno.htm. Acesso em: 17 nov. 2015.

 

MORGAN, G.; WARD, R.; BARTON, M. The contribution of cytotoxic chemotherapy to 5-year survival in adult malignancies. Journal of Clinical Oncology, v. 16, n. 8, p.  549-60, Dez. 2004.

 

TTAC - The Truth about Cancer: A global quest. 2015. Disponível em: http://thetruthaboutcancer.com/. Acesso em: 17 nov. 2015.

 

 

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