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O mito da mamografia

Antes de tratar da mamografia, é importante perguntar: O que é o câncer, você sabe?


Câncer é o crescimento anormal de células danificadas que crescem descontroladamente e sem parar e não morrem. Sim, são células imortais. Mas como assim? Toda e qualquer célula é programada para morrer no devido tempo. Essa programação é chamada de apoptose. Quando uma célula perde a apo

ptose, ela não morre. Torna-se imortal. E essa célula anormal, então, cresce, cresce, cresce e se multiplica, formando um tumor.


Nosso sistema imunológico está preparado para identificar e destruir essas células. Porém quando está enfraquecido, ele deixa de identificar essas células ou simplesmente não dá conta delas.

Essas células anormais, descontroladas, invadem órgãos e podem se disseminar pelo organismo, produzindo, então, a metástase, que é a forma mais perigosa de manifestação do câncer. De cada dez pacientes de câncer que vêm a morrer, nove morrem em razão da metástase.

Sabendo, então, o que é o câncer, vamos nos concentrar no câncer de mama, em especial na prevenção.

A primeira instrução veiculada sobre a prevenção do câncer de mama é fazer a mamografia todos os anos, principalmente após os 40 anos. Em novembro de 2009, a Força-tarefa para Serviços Preventivos dos Estados Unidos chocou o mundo ao dizer que as mamografias regulares deveriam começar a partir dos 50 anos, e não dos 40, e que elas deveriam ser feitas a cada dois anos, e não anualmente, como pregado.


Mas e se eu lhe dissesse que a mamografia pode causar câncer? Quê? Como assim?

O caso é que a mamografia emite radiação, que é cancerígena. Além disso, por pressionar a mama na hora do exame, há um risco significativo de espremer e "explodir" o câncer fragilmente encapsulado, fazendo com que se espalhe. Portanto seus riscos são maiores que seus benefícios.

A essa altura você deve estar pensando: “Então o que devo fazer para me prevenir, se o próprio exame pode ser prejudicial?”

Há alternativas que podem oferecer um diagnóstico sem riscos e mais eficaz.

Mas antes de chegarmos lá, preciso dizer que NÃO estou sugerindo que você não faça a mamografia. Estou dizendo que ela não é garantia de descoberta de um câncer a tempo de ser tratado, que há riscos envolvidos no exame e há alternativas mais eficazes.


Vejamos quais são os “senões” da mamografia.


Para começar, ela emite radiação (como já dito) e a radiação é reconhecidamente um fator de risco de surgimento de um câncer. Portanto é uma tecnologia imperfeita.


Em segundo lugar, a mamografia só consegue detectar um câncer quando ele atinge um tamanho visível para ela.


Ela encontra tumores que estão se desenvolvendo muito lentamente, que não são prejudiciais ou não letais, levando a mulher a se submeter a tratamentos muito invasivos e que aumentam o risco de morte em tempo mais curto.


Cria um excesso de diagnósticos que levam a tratamentos quimioterápicos, radioterápicos ou cirúrgicos desnecessários.


Existem outras formas de diagnóstico que são mais eficientes, porque detectam um possível tumor em tamanho muito inferior ou ainda inexistente (mas com propensão a vir a se formar). O principal deles é a termografia.

O que é a termografia?

A termografia é um exame de imagem que utiliza sensores infravermelhos. A intenção é identificar as diferentes temperaturas dentro do corpo. Regiões afetadas por inflamações apresentam um aumento de calor. E a inflamação também está presente em células pré-cancerosas ou cancerosas. Portanto ao redor delas a temperatura é mais elevada.


O aspecto mais promissor da termografia é que ela detecta a possibilidade de um câncer vir a se formar, além de identificar minúsculos tumores que a mamografia não “enxerga”. E essa detecção pode ocorrer até 8 anos antes do surgimento do câncer. Com isso a mulher tem tempo suficiente para fazer os ajustes necessários em sua dieta, estilo de vida e em sua vida emocional de forma a impedir o surgimento do câncer ou tratar um tumor minúsculo sem precisar se submeter aos tratamentos tradicionais. (A propósito, a quimioterapia usa medicamentos que têm elementos químicos cancerígenos em suas fórmulas. E a radioterapia o que é senão radiação, comprovadamente produtora de câncer.)


E uma vantagem adicional é que, ao contrário da mamografia, a termografia é indolor.

Mas o ideal é que ela venha associada a outros exames preventivos, como a apalpação pela mulher e seu ginecologista e a ultrassonografia. Assim você cerca de todos os lados.


Se optar por fazer a termografia, procure especialistas que saibam fazer a leitura dos resultados. Você encontra locais habilitados a fazer o exame, no Brasil, Portugal e Argentina, no site da InfraRedMed.

Por último, lembre-se: quem decide é você. Se sentir-se mais segura com a mamografia, faça-a. Só que agora você estará tomando uma decisão consciente dos riscos e benefícios

Referências:

CANCER CRACKDOWN. Dr. Majors on Mammograms. 5 out. 2015. Disponível em: http://cancercrackdown.org/dr-majors-on-mammograms/. Acesso em: 5 dez. 2015.

HUFFPOST HEALTHY LIVING. The best breast test: the promise of Thermography. 12 out. 2010. Disponível em: http://www.huffingtonpost.com/christiane-northrup/the-best-breast-test-the-_b_752503.html. Acesso em: 5 dez. 2015.



INFRAREDMED. Unidades credenciadas. s.d. Disponível em: http://infraredmed.com/unidades-credenciadas.html. Acesso em: 5 dez. 2015.

Dra. Cris. Paixão

Psicóloga e Naturopata

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