Observação
 

O conteúdo deste site é baseado em pesquisas realizadas pelos autores, salvo indicação em contrário. As informações apresentadas aqui têm caráter educacional e não se destinam a diagnosticar ou prescrever para qualquer condição médica nem para prevenir, tratar, mitigar ou curar tais condições. As informações contidas neste site não se destinam a substituir um relacionamento individual com um médico ou profissional de saúde qualificado. Portanto, estas informações não pretendem ser um conselho médico, mas, sim, uma partilha de conhecimentos e informações com base em pesquisas e experiências. Os leitores, sejam eles pacientes, familiares ou pessoas interessadas em prevenção, devem tomar suas próprias decisões com relação à sua saúde, com base em seu julgamento e pesquisas em parceria com um profissional de saúde qualificado. Os autores estão qualificados a dar orientações psicológicas e nutricionais.

Sinopse                           

Como não morrer 

Dr. Michael Greger

As consultas médicas duram cerca de 15 minutos. O paciente é admitido com uma determinada doença e sai com a receita. Mas quase nunca o informam do que deve fazer para prevenir a doença ou para não ter recaídas. E raras vezes sai do consultório com uma lista de alimentos que deve comer ou evitar.

 

Michael Greger, provavelmente um dos médicos mais conhecidos (e seguidos) dos Estados Unidos, sempre lutou contra o modo como a medicina era praticada. E decidiu que dedicaria a sua vida a dizer aos pacientes o que ninguém lhes dizia na consulta. Ou seja, que há alimentos muito mais eficazes do que qualquer remédio.

 

Ao longo de décadas reuniu as provas científicas, falou com especialistas de todo o mundo e começou a divulgar as informações num site que se tornou um caso raro de sucesso. Neste livro, apresenta as conclusões. Usa como ponto de partida as 15 doenças mais mortais - dos problemas cardíacos ao câncer, passando pelo diabetes. Explica como as contraímos e porquê. E depois dá-nos a receita para as evitar ou curar.

 

Como Não Morrer - a mais completa enciclopédia da saúde do mercado -, faculta as prescrições de que precisa. E ainda a indispensável lista dos doze conselhos essenciais para garantir que não precisará ir ao médico tão cedo.
 

Em Anticâncer, Servan-Schreiber faz o relato de tudo o que aprendeu. Conta que, depois da dura experiência de combater a doença com uma cirurgia e várias sessões de quimioterapia, pediu ao seu oncologista conselhos sobre a vida que deveria levar para evitar uma recaída. 'Não há nada de especial a fazer. Viva normalmente, e se o tumor reaparecer, o detectaremos bem cedo', lhe teria respondido o especialista.

Inconformado, o autor decidiu compreender aquela doença que o afligia. Precisou de meses de pesquisa para começar a entender como poderia ajudar seu corpo a se armar contra o câncer. Participou de conferências nos Estados Unidos e na Europa, percorreu bases de dados médicos e dissecou publicações científicas. 'Rapidamente percebi que as informações eram parciais e dispersas, e que não adquiriam a totalidade de seu sentido senão quando reunidas', explica ele, no prefácio de seu livro.

O que a pesquisa de Servan-Schreiber tem de inovadora é dar aos nossos próprios mecanismos de defesa o papel central na luta contra a doença. 'Eis o que aprendi: se todos temos células cancerosas dentro de nós, temos também um corpo preparado para frustrar o processo de formação de tumores. Compete a cada um de nós utilizá-lo', afirma o médico.

Sua pesquisa revela que na Ásia, os cânceres que afligem o Ocidente - como o câncer de mama, do cólon ou da próstata - são de sete a setenta vezes menos frequentes. Entre os homens asiáticos que morrem de outras causas que não seja a doença, contudo, encontram-se tantos microtumores pré-cancerosos na próstata quanto entre os ocidentais. Alguma coisa na maneira de viver deles impede que os tumores se desenvolvam.

Dos anos 40 para cá, o ambiente está cada vez mais carregado de produtos químicos sintéticos notoriamente cancerígenos - amianto, benzina, pesticidas, entre outros. Além disso, a alimentação também mudou: consumimos mais açúcar (de cinco quilos anuais por pessoa em 1830 para 70 quilos em 2000) e mais gordura hidrogenada, muitas vezes sem nem perceber. O ômega 6, uma das piores gorduras que há, está presente nas rações servidas ao gado leiteiro e de corte e às aves de granja em quase todos os países do mundo. Pesquisas revelaram que em 2000, os ovos continham vinte vezes mais ômega 6 que em 1970.

Depois de ter testado em si mesmo tratamentos experimentais recém-saídos das pesquisas de ponta, Servan-Schreiber explica que nós podemos estimular nossas defesas naturais contra esse mal, que 'é mais uma questão de estilo de vida que de genes'.

Neste sentido, Anticâncer apresenta uma nova visão dos mecanismos do câncer, fundada no papel essencial do sistema imunológico, na descoberta de mecanismos inflamatórios que facilitam o crescimento de tumores e na possibilidade de bloquear seu desenvolvimento, impedindo sua realimentação através de novos vasos sangüíneos.

No entanto, apesar de se basear em cuidadosa pesquisa, o livro Anticâncer não é um manual de biologia. Mesclando com equilíbrio passagens puramente científicas com relatos emocionantes de sua vida pessoal, Servan-Schreiber não esconde que o confronto com esta doença é uma aventura interior. Seu livro inclui reflexões sobre o nascimento do seu único filho e o fim do casamento com a mãe dele, em meio à turbulência do primeiro diagnóstico de câncer; lembranças da relação com a família e com o trabalho; prazeres, sucessos e frustrações. Todas essas emoções, para ele, tiveram influência direta nas mudanças que fizeram da sua vida o que ela é hoje. 'São alegrias e sofrimentos, descobertas e fracassos, que hoje fazem de mim um homem consideravelmente mais cheio de vida do que há 15 anos', conclui.