Suas emoções podem causar câncer?

Cristina Paixão Lopes, 

traduzido, com adaptações e acréscimos, do artigo de Veronique Desaulniers 

Algumas situações negativas da vida, como a perda de uma pessoa, seja por morte ou divórcio, desastres naturais, guerras, abuso doméstico, dificuldades financeiras, um diagnóstico de doença grave ou acontecimentos trágicos da infância, podem ser motivos de desestruturação e traumas psicológicos. E estes traumas, se não forem resolvidos, podem levar ao câncer num período de 6 a 18 meses.

Os efeitos de trauma emocional no longo prazo

De acordo com a Associação Americana de Psicologia, o trauma é “uma resposta emocional a um evento extremamente negativo”. As reações imediatas a tais eventos (muitas vezes chamadas de “choque”), tais como batimento cardíaco acelerado, tonturas, confusão, entorpecimento, desorientação e distração, são uma parte normal da reação de “luta ou fuga” do nosso sistema. O mecanismo de luta ou fuga é uma reação fisiológica que ocorre na presença de algo aterrorizante ou ameaçador. Essa reação prepara o corpo para lutar ou fugir de uma ameaça, seja ela real ou imaginária.

Os problemas surgem, no entanto, quando os efeitos causados por tais acontecimento são tão graves que nos acompanham por muito tempo depois de o fato ter ocorrido.

Há alguns sinais de que um trauma emocional ainda pode estar afetando uma pessoa:

  • a evitação de pessoas, lugares e situações que lembram o trauma;

  • lembranças recorrentes ou angustiantes  sobre o evento;

  • pesadelos contínuos e flashbacks sobre o evento

  • angústia quando confrontado com pessoas, lugares e situações que lembram a pessoa do evento

  • incapacidade de se lembrar de aspectos importantes do evento, não associada a lesões na cabeça ou substâncias químicas

  • generalizações negativas e culpabilização de si mesmo, de outros ou do mundo (por exemplo, “Eu não sou bom”, “Nenhum homem presta”, “O mundo é um lugar perigoso”)

  • sentimentos generalizados de vergonha, horror, raiva, culpa ou medo

  • participação diminuída em atividades que antes eram interessantes;

  • afastamento dos outros;

  • Incapacidade de experimentar emoções positivas;

  • comportamento autodestrutivo;

  • hipervigilância ou paranoia;

  • reação exagerada de “sobressalto”;

  • dificuldade de concentração;

  • problemas de sono;

  • ansiedade;

  • entorpecimento emocional;

  • nervosismo ou irritabilidade geral;

  • alterações de humor.

 

Quando uma pessoa vivencia acontecimentos traumáticos em sua vida e não cura a ferida dessa experiência, ela pode lidar com as ramificações do estresse crônico que podem levar ao câncer.

Como o estresse crônico pode produzir câncer?

Quando o trauma emocional não é curado, o sistema corporal fica em um estado constante de estresse elevado. Muitos estudos têm associado o estresse a uma menor função imunológica e maior incidência de doenças em geral. Um relatório recente, no entanto, analisou as descobertas de cerca de cem outros estudos que mostraram que o sistema nervoso simpático (SNS), quando cronicamente ativado, pode realmente incentivar a metástase.

O SNS é o principal sistema envolvido nas mudanças químicas que ocorrem durante uma situação de “luta ou fuga”. Em situações agudas, o SNS se ativa. No entanto, assim que o evento traumatizante tenha passado, o corpo volta à homeostase em cerca de uma hora. Sob estresse crônico, o SNS fica “ligado” praticamente o tempo todo. Neste estado, os mecanismos de estimulação da adrenalina e da noradrenalina alteram o código genético.

Esta alteração genética pode conduzir a uma série de processos favoráveis ao câncer:

• ativação de respostas inflamatórias;
• inibição de respostas imunológicas;
• inibição da morte programada das células de câncer (apoptose);
• redução da função citotóxica das células exterminadoras naturais;
• inibição de reparação do DNA;
• estimulação da angiogênese das células de câncer;
• activação da “transição epitélio-mesenquimal”, que é uma das maneiras pelas quais são criadas novas células-tronco cancerígenas.

 

A personalidade propensa ao câncer

O Dr. Douglas Brodie foi um pioneiros na compreensão da relação entre as emoções, a mente e o câncer. Após décadas de pesquisa, ele notou que a maioria dos indivíduos diagnosticados com câncer tinha traços psicológicos semelhantes. A isso ele chamou de “personalidade propensa ao câncer”.

As características de uma pessoa com propensão ao câncer manifestam-se em padrões regulares durante a vida. Algumas delas são:

  • altruísmo. Uma consciência limitada de suas próprias necessidades e desejos, podendo levar a pessoa a ser “sempre boazinha”. Ela tende a atender continuamente às necessidades e expectativas do outro, sente culpa ao atender as suas próprias necessidades e tem baixa autoaceitação. Essas pessoas são harmonizadoras e tentam manter a paz a todo custo;

  • repressão das emoções negativas, como raiva, ressentimento, ira, hostilidade etc. Há uma sensação de que qualquer expressão destes sentimentos é inadequada;

  • incapacidade de formar relacionamentos emocionais profundos ou as relações negativas e tóxicas preponderam, especialmente com a família;

  • sensação de incapacidade de mudar as condições da própria vida, sentindo que não existem opções e que as situações estão fora de seu controle; há uma sensação de impotência diante das condições da vida. Também há um sentimento de vitimização e passividade, levando à frustração e, finalmente, à depressão;

  • uma sensação consciente ou inconsciente de não merecimento de felicidade ou sucesso – ou da vida em si;

  • Um desejo consciente ou inconsciente de obter, pela via legítima de uma doença grave, a atenção que não poderia receber por outras razões. Há um interesse em manter a doença por razões manipuladoras. O câncer é uma forma aceitável de suicídio.

 

Quando as pessoas estão dispostas a investigar essas características, curar os traumas emocionais e aprender a lidar com as características da personalidade propensa ao câncer, as chances de cura crescem significativamente. Aqui estão quatro modos de abordar essas questões.

1. Psicoterapia. Não há forma mais profunda de identificação dos processos desenvolvido pelas pessoas para lidar com a vida e que podem levar à doença, em especial o câncer. No entanto, a psicoterapia especializada no tratamento emocional de pessoas com câncer – a psico-oncologia – tem um enfoque diferenciado das demais abordagens psicológicas, e utiliza ferramentas próprias, identificadas e aperfeiçoadas por Carl e Stephanie Simonton.

2. Meditação e visualização.  Pesquisas recentes confirmam o que Carl Simonton escreveu no final dos anos 1970. Um estudo canadense de 2015 observou sobreviventes de câncer de mama que meditavam e outras que não o faziam. Após três meses, as meditantes mostraram evidências de fileiras de telômeros mais longas do que mulheres que não praticavam a meditação. Os telômeros ficam no final de cada cromossomo da célula e protegem a integridade da informação genética. Telômeros mais curtos são frequentemente associados à idade e a doenças como o câncer.

O Dr. Carl Simonton,  radioterapeuta, e sua esposa Stephanie, psicóloga, são os autores do livro Com a vida de novo: uma abordagem de autoajuda para pacientes com câncer. Este trabalho foi talvez um dos primeiros a documentar como as pessoas podem influenciar seu processo de doença pela cura de suas emoções. Entre as muitas modalidades que eles discutem estão a meditação e a visualização. Carl Simonton descobriu que se ele mostrasse aos pacientes um raio X de um órgão canceroso e um raio X de um órgão saudável, e depois descrevesse como deveria funcionar o órgão saudável, muitos pacientes eram capazes de se curar mais efetivamente. De alguma maneira eles conseguiam usar as imagens do órgão saudável como marco para sua cura. Usando essa orientação, Stephanie Simonton começou a incorporar o processo de visualização dos tecidos saudáveis como parte suplementar no tratamento dos pacientes com câncer. Em seu livro, eles relatam diversos exemplos de como a meditação e a visualização prolongavam a vida, a melhoria da qualidade de vida e, em alguns casos, ajudaram na cura total do câncer.

As experiências que você viveu durante seus anos de formação, sejam elas positivas ou negativas, formaram o modo como você interage com o mundo exterior como adulto. Estes sistemas de crença podem ser mudados, mas apenas trabalhando no nível subconsciente, que foi onde se formaram em primeiro lugar. A psicoterapia pode ser muito útil para a compreensão da dinâmica do evento e para quebrar padrões doentios de comportamento quando associada a outras ferramentas, como a meditação e a visualização.

3. EFT
Segundo o pioneiro da Nova Física, Bruce Lipton, autor de A biologia da crença, a técnica de libertação emocional (EFT), ou Meridian Tapping, está na categoria da “superaprendizagem”. Isto porque a EFT reprograma velhas crenças negativas ao trabalhar tanto no nível cinestésico (por meio de batidinhas em pontos específicos de acupuntura) juntamente com declarações verbais, obtendo resultados muito rápidos. O EFT é ideal como suplemento para as outras modalidades e como um modo autônomo de baixar os níveis de ansiedade e estresse rapidamente.

4. Exercício
Há uma ligação direta entre o exercício regular e a regulação dos hormônios do estresse. Inúmeros estudos têm mostrado que quando os animais são repetidamente estressados sem uma forma de vazão do estresse, a doença se instala rapidamente. Mas quando lhes é dada uma vazão física para libertar a tensão, o dano a seus corpos é mínimo. Estudos também confirmam que os indivíduos que andam e correm regularmente têm um sistema de crenças mais flexível, apresentam maior autoaceitação, autoconfiança e autorresponsabilidade e são menos propensos a depressão.

Você pode curar o trauma emocional e reduzir seu risco de desenvolver câncer.

Seja qual for a modalidade que você use para se curar do trauma, lembre-se de que o melhor curso de ação deve incluir práticas que você possa incorporar em sua rotina regular – de preferência diariamente. A capacidade de permitir que as emoções fluam simplesmente em vez de apegar-se a elas é semelhante a um “músculo” que deve ser trabalhado todos os dias, a fim de se fortalecer.

Pode demorar um pouco para ver os resultados de seu trabalho interno, mas você os verá. E quando vir, perceberá que o estado de sua vida e sua saúde mudaram significativamente para melhor.

 

Por favor, ajude a trazer mais consciência para a associação entre trauma emocional e câncer compartilhando este artigo com seus amigos e familiares.

 

 

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